quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Revisão BMW

Hoje levamos a moto para fazer a revisão de 1.000km... Na verdade a moto está com pouco mais de 500km mas foi necessário economizar quilometragem para conseguir fazer a revisão de 10.000km na Argentina. Se estivesse andando nela todos os dias ela já estaria com uns 3 mil km fácil fácil...

A revisão, como não poderia deixar de ser, é bem salgada.  Como não paguei mão-de-obra, o custo foi amenizado.  O filtro de óleo custa R$ 125,00, o litro de óleo R$ 83,00 (precisa de 3 litros) e a arruela de vedação R$ 10,00.  Se fosse pagar a mão-de-obra ficaria em R$ 292,00 (R$ 230,00 para passar o scanner + R$ 62,00 para trocar o óleo).  Consegui comprar o filtro de óleo fora do país a 65 dólares (3 filtros) mas eles não chegaram à tempo.  Também consegui economizar no óleo, rachando uma caixa (12 litros) com um amigo e cada unidade saiu por R$ 70,00.

A revisão completa, pagando a mão-de-obra e com o filtro de óleo da concessionária, ficaria em  R$ 637,00.

A vantagem dela em relação à XT é que o óleo só precisa ser trocado de 10 em 10 mil km e a mão-de-obra, por incrível que pareça, é mais barata que na Yamaha (pelo menos aqui em Brasília)... A XT faz a revisão de 10 em 10 mas o óleo deve ser trocado a cada 5...  Dessa forma o custo da XT com 10 mil km são R$ 400,00 da revisão (Saga Motos) + filtro de óleo de R$ 60,00 + 2 trocas de óleo (de 5 em 5 mil km) no valor de R$ 54,00 (R$ 18,00 o litro), totalizando R$ 568,00.  Pouca diferença, levando em consideração o custo das motos.  Além disso, preciso ir só uma vez na concessionária...

Em relação à viagem, está quase tudo pronto.  Os adesivos e as camisetas ficaram prontas, já viabilizei parte do recursos (consegui trocar pesos argentinos mas ainda falta trocar dólar) e terminamos de lavar as roupas de viagem...  Com a documentação também está tudo certo, com exceção do seguro carta verde, que já foi feito mas que ainda não chegou... Clique aqui para saber sobre a documentação necessária para se viajar pelo Mercosul...

Agora é começar a separar os eletrônicos e as ferramentas... Faltam 10 dias...


Trocando o óleo

Pronta pra ir embora

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Problemas na travessia Resistencia/Corrientes - ARG

*Postagem retirada de tonaestrada.com.br.


Há algum tempo uma mudança no trânsito ocorreu em um trecho da cidade argentina de Corrientes e vem impactando quase todos motociclistas que passam por ali em viagem. E os expondo a situações desagradáveis também.

Esse trecho é um corredor usual de passagem para quem vai para o Deserto de Atacama, sul da Bolívia e outros pontos de interesse no norte da Argentina. Ou ainda, para quem cruza o rio Paraná naquele trecho e, em seguida, segue rumo ao sul descendo até as cidades de Santa Fé e Rosário, para seguir para a Patagônia ou ainda para a região de Córdoba, Mendoza ou para o Chile, etc. A imagem abaixo ilustra muito bem a importância desse ponto para nós motociclistas viajantes.



A alteração mencionada acima foi a proibição do tráfego de motocicletas pela pista principal da Avenida Pedro Ferre, que dá acesso direto à ponte que cruza o rio Paraná, e faz a ligação de Corrientes com a cidade de Resistencia. Esta alteração ocorreu em meados de 2011/2012, não sabemos precisar a data exata, mas foi a partir daí que começaram a surgir os relatos de extorsão realizada pela polícia argentina naquele trecho especificamente com ênfase nesse problema.

Essa alteração visou, ao que nos parece, afastar do tráfego pesado e mais veloz, as motos de pequena cilindrada – abundantes na Argentina como um todo, e os motociclistas locais que pilotam quase sempre sem capacete ou qualquer equipamento de proteção. Uma atitude muito válida por parte do governo da província, diga-se de passagem, e que deve trazer resultados positivos para a segurança do trânsito local. O grande problema é que a “proibição” do tráfego de motos pela pista expressa (central) está muito bem sinalizada, porém não existem placas de sinalização informando aos motociclistas de outras regiões (e países) COMO PROCEDER PARA ACESSAR A PONTE GENERAL BELGRANO, da forma correta. O motociclista está seguindo pela via local e de repente vê o que parece ser a última entrada de acesso a ponte, por falta de conhecimento e DE UMA SINALIZAÇÃO COERENTE, simplesmente entra na pista expressa a fim de pegar a ponte. Nesse momento, saindo da cabine de fiscalização que fica aos pés da ponte, surgem os policiais argentinos que ordenam que encostem suas motocicletas.

Desse ponto em diante, se seguem relatos de todas as formas de extorsão possíveis. Desde simples e diretos pedidos de propina, até a retenção dos documentos dos motociclistas por um longo período de tempo para só então ameaçar de lavrar uma multa, reter a motocicleta por dois dias, etc.etc.etc. e que no final acaba com o pagamento da propina também. Vejam bem, não estamos questionando o fato de uma infração ter sido cometida, estamos questionando duas coisas: a falta de QUALQUER TIPO DE SINALIZAÇÃO INFORMATIVA e a POSTURA DOS POLICIAIS VISANDO BUSCAR BENEFÍCIOS PARA ELES MESMOS. Se uma infração foi cometida e ela é resultado de uma atitude irresponsável por parte de qualquer motorista, ou ainda, foi realizada em um descumprimento ostensivo e proposital da lei, deve sim ser penalizada. Só que da forma correta e como manda a lei. Só que nesse caso, a falta de informação é a principal responsável pela ocorrência dessa infração e a polícia poderia buscar uma postura EDUCATIVA. Enfim… não estamos escrevendo esse post para criticar a postura da polícia argentina e sim para orientar outros motociclistas a maneira correta de acessar a ponte que cruza o rio Paraná, dando acesso à cidade de Resistencia. E é o que faremos à partir de agora.

Normalmente chegamos à Corrientes vindos pela Ruta 12, desde Puerto Iguazu (e depois Posadas). Ao alcança a primeira rotatória, já dentro da cidade, pegue a primeira saída à direita, seguindo pela Av. Independência (que depois mudará de nome para Pedro Ferre). Assim que possível, saia da pista central e passe a rodar pela pista lateral. Você seguirá em frente por cerca de 7,5 km, em direção a Avenida Costanera, que margeia o Rio Paraná. Logo irá avistar a ponte e o impulso será de voltar para a pista central para não perder o acesso. Resista. Continue seguindo pela pista local e, pouco depois você irá visualizar a oportunidade de fazer um retorno de 180 graus à sua esquerda, o faça e então retorne em direção à ponte para pegar um pequeno acesso lateral. Pronto, feito!

Se quiser marcar no GPS a coordenada do ponto exato do retorno é: -27° 28.410′, -58° 51.275′. Apenas instruções escritas podem ser difíceis de ser compreendidas, portanto fizemos uma imagem para auxiliá-los neste trecho. Clique na imagem para vê-la em tamanho grande.


Caso tenha alguma dúvida, sugestão ou correção para esse post entre em contato conosco por aqui ou pelo e-mail contato@tonaestrada.com.br

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Pronta para viagem!

Na semana passada finalizei a compra e a montagem dos acessórios.  A quantidade de marcas e os variados preços praticados no mercado dificultaram bastante a decisão de compra.

Vários destes acessórios foram escolhidos através das centenas de relatos encontrados na internet, em especial no fórum http://www.bmwgsbrasil.com.br/. Lá encontramos a marca, modelo e as opiniões de quem já adquiriu... Os acessórios que comprei possuem o melhor custo/benefício em relação ao que existe no Brasil...

Aqui está a lista de compras:

Peça Valor (R$)
Protetor de mão 700
Protetor de cárter 500
Protetor de motor 340
Suporte de bauleto lateral 540
Bauletos laterais em alumínio 1605
Suporte de bauleto traseiro 140
Banco Erê 704
Aumento do apoio do cavalete lateral 95
Bolsas internas dos bauletos laterais 120
Fretes 362
Total 5.106

O único acessório que desisti de comprar, pelo menos por enquanto, foi a bolha.   Peguei uma da GIVI com um amigo mas não me adaptei... O vento bate no meio da viseira, causando grande turbulência.  Como estava acostumado a andar na XT sem bolha vou fazer este teste... O  bauleto traseiro (GIVI 47 litros) e o GPS (Zumo 660) eu já utilizava na XT e não precisei comprar..

Outro equipamento que utilizarei na viagem é o SPOT Satellite GPS Messenger, equipamento de localização via satélite que eu já tinha adquirido para utilizar nos voos de parapente.  Ele envia SMS e emails para pessoas previamente cadastradas, além de fornecer a possibilidade de acompanhamento em tempo real da viagem para quem possui o link de acesso.

Bauletos instalados