sábado, 6 de agosto de 2011

7ª aula - Curso Piloto de Parapente

A aula foi no período da manhã e o vento estava ameno. Pratiquei alguns exercícios no solo e depois fui para o morrote.

De repente, o vento que estava tranquilo ficou muito forte e chegando lateralmente. Tive muita dificuldade de deixar a vela sobre a cabeça e em várias vezes eu era arrastado. O instrutor me pediu para descer e treinar em solo. O problema é que o vento estava forte demais e nem eu nem os outros alunos estávamos conseguindo manter a vela no ar. O problema é que como o vento estava chegando lateralmente, ele passava por umas árvores, criando rotores, e consequentemente gerava instabilidade na vela. Parecia que estávamos praticando KiteSurf...

Outro problema que encontrei foi com o calçado. Percebi que meu tênis não me ajudava a firmar no solo quando a vela me puxava para frente. Chegaram a brincar comigo dizendo que meu tênis tinha rodas, da grande falta de aderência que este tinha com a grama. Amanhã já irei com a bota que ando de moto para ver se tenho mais firmeza no chão.

Meu instrutor disse é que uma das coisas que causa bastante acidente no voo livre é que o piloto não faz uma leitura do meteorologia, pra ver se ele tem condições técnicas para enfrentar as condições que se apresenta no dia. Por exemplo, ele estava indo para a rampa após o treino e disse que se lá as condições estivem do mesmo jeito que enfrentamos aqui, talvez ele não iria voar, por mais experiência de voo que ele possa ter. Nunca se deve brincar com a natureza. A integridade física deve sempre ser a prioridade.

Depois de chegar quase a exaustão de tanto brigar com a vela, decidimos abortar o treino, na esperança que amanhã esteja com condições melhores...

domingo, 31 de julho de 2011

6ª aula - Curso Piloto de Parapente

Novamente a aula foi no período da manhã. O vento estava um pouco melhor e já comecei o treino no morrote. Já melhorei bastante nos pousos, pelo menos não cai nem uma vez...rs

Agora é continuar repetindo os exercícios até que o controle se torne automático. Estou sentindo cada vez mais confiança e a vontade de já começar a voar aumenta a cada treino...

Meu instrutor me informou que a selete que comprei já deve chegar na semana que vem. Depois farei uma nova postagem com todas as informações dos equipamentos que já adquiri (agora só falta a vela e os equipamentos de proteção).

Semana que vem tem mais...

Um videozinho do que foi o fim de semana:



sábado, 30 de julho de 2011

5ª aula - Curso Piloto de Parapente

Recomecei o curso neste sábado, depois de quase um mês sem aulas. Este longo período se deu por causa das minhas férias e das competições que meu instrutor estava participando. A aula foi no período da manhã. O vento estava fraco mas como eu estava com uma vela mais leve e tranquila em relação a aula passada dava pra treinar reversa facilmente. A vela utilizada hoje foi uma DHV1-2.

Após alguns exercícios no solo, comecei o treino no morrote para exercitar a decolagem e o pouso. O vento deu uma melhorada, o que facilitou bastante o planeio da vela. Com apenas uma exceção, as decolagens foram feitas de maneira correta e não tive dificuldades em realizar os exercícios.

O único problema que tive foi que deixei a vela passar um pouco da minha cabeça e ela teve um colapso assimétrico, fechando a asa esquerda (O parapente é como duas asas). Como ainda não tinha começado o voo, ela pendeu para a esquerda (início de uma espiral) e eu deitei no chão acionando os freios com toda a força. Não me machuquei, mas poderia ter sido fatal se estivesse na rampa de voo. Mais uma vez percebi a necessidade do treinamento repetitivo para amadurecer as reações com o equipamento e não colocar a vida em risco em nenhum momento. Vale ressaltar que os momentos mais críticos no voo livre são a decolagem e o pouso.

Sobre os pousos, ainda preciso treinar mais...Ainda está faltando um pouco de sensibilidade para dar a freiada final antes de tocar o solo. Algumas vezes eu acionava antes, fazendo o parapente diminuir a velocidade bruscamente ainda longe do solo e causando uma chegada na vertical com grande impacto no solo, e outras vezes eu acionava depois, chegando com uma velocidade horizontal considerável e tendo que pousar sentado ou tendo que correr ao chegar ao solo. O pouso proporcionou algumas "vídeos-cacetadas".

Amanhã continuarei treinando decolagem e pouso...